sexta-feira, 20 de março de 2015

Sonhos: Desistir pode ser um caminho?

 Sou uma sonhadora. Acredito que a felicidade é o caminho de todos nós. Não consigo imaginar uma pessoa feliz sem sonhos. A meu ver, viver sem intenções, mesmo que ínfimas, é uma realidade muito triste. Por isso eu sonho acordada desde bem pequena, quando coloquei umas cinco peças de roupas em uma sacola e saí pela fazenda dos meus pais decidida a viver sozinha e viajando. O sol estava muito quente e a minha aventura durou no máximo uma hora. Mesmo assim, foi uma experiência. Sem graça e sem sentido, admito, mas é uma história que tenho para contar. Afinal, a graça de realizar sonhos envolve compartilhá-los também.



Como puderam perceber viajar sempre esteve nos meus planos. Provavelmente por isso, Turismo tenha sido a primeira faculdade que cogitei cursar, seguida de Jornalismo, na qual acabei me formando. Sonhava em me tornar uma jornalista famosa, que viajaria o mundo em busca de grandes reportagens. Foi aí que descobri que existem sonhos e sonhos. Há sonhos que nos motivam e inspiram, são aqueles que envolvem nossas paixões. E há sonhos que nos ensinam nossos próprios limites. O Jornalismo foi para mim um sonho da segunda categoria.

 Certa vez li que desistir, em algumas ocasiões, é um ato de coragem. Senti essa coragem quando assumi que não tinha o perfil de uma grande jornalista de televisão e que não queria sair por aí contando a história dos outros. Sou tímida, introspectiva e tenho pavor da minha voz, isso nunca poderia dar certo! Infelizmente essa coragem veio somente após terminar minha graduação, quando comecei a trabalhar na área.



 Sem saber que rumo seguir, sem coragem para me arriscar demais e sem dinheiro para pagar outra faculdade, decidi que seria bom procurar algo mais estável, e foi assim que me tornei uma funcionária pública estadual.


 A felicidade, companheira inseparável dos nossos sonhos e paixões, não veio com o meu trabalho, foi necessário buscá-la nos sonhos de primeira categoria (lembram?). Demorou um pouco, fiquei bastante perdida, me sentido acuada e fracassada. Mas a auto-piedade foi embora, deixando espaço às pequenas alegrias, as quais frequentemente deixamos de lado quando estamos ocupados demais correndo atrás “do grande sonho”.


 Redescobri um mundo: os lugares que quero conhecer, os animais que espero ajudar, os livros que vou ler, as histórias que ainda não escrevi, os esportes e danças que não aprendi, as séries e filmes que não foram lançados...


 Embalada por essas (re)descobertas, coloquei no papel alguns dos meus objetivos, os quais pretendo compartilhar no blog. Não é nada grandioso, ainda não consigo responder com certeza o quero para a minha vida, mas sou capaz de afirmar o que quero fazer nesta vida, e já estou muito feliz com isso.

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