domingo, 17 de maio de 2015

Resenha: Não conte a ninguém

Não me julguem, ou melhor, podem me julgar sim, eu mereço! A questão é que tenho 27 anos de idade e até esta semana não tinha lido nenhum livro de Harlan Coben. Como isso é possível? Sinceramente, eu não consigo encontrar uma explicação aceitável! Como eu pude demorar tanto para ler algo desse homem, meu Deus? Simplesmente imperdoável.

Mas, tudo bem, já que pretendo viver até os 105 anos, e isso me dá algumas décadas para conhecer toda a obra desse mestre.
(Imagem:editoraarqueiro.com.br)

Não conte a ninguém foi lançado em 2001 e adaptado para o cinema cinco anos mais tarde, numa produção francesa que ganhou quatro Cesars (prêmio anual do cinema francês). O livro transborda suspense e reviravoltas do princípio ao fim. Acreditem em mim: quando você pensar que já entendeu tudo e desvendou o mistério, esqueça, pois Harlan Coben estará a quilômetros da sua imaginação.

Os protagonistas, David Beck e Elizabeth, se conheceram ainda crianças e não se desgrudaram mais. Eles se casaram e mantiveram a tradição de visitar o local de seu primeiro beijo anualmente. Assim, no 13º aniversário do primeiro beijo, David e Elizabeth retornam ao lago Charmaine para gravarem mais uma barra no tronco de uma árvore. No entanto, o ritual é tragicamente interrompido, quando David é atacado e jogado inconsciente no lago, e Elizabeth é sequestrada.

Misteriosamente, David conseguiu se salvar, saiu do lago e ainda acionou o socorro, embora não se lembre disso. O corpo de Elizabeth foi  encontrado cinco dias após o ataque, com uma letra “K”, marcada a ferro em sua face, indício suficiente para convencer a polícia de que o autor do crime tratava-se do serial killer KillRoy.

Oito anos mais tarde, dois corpos são encontrados enterrados nas proximidades do lago Charmeine, e a polícia, diante das novas pistas, reabre as investigações, dessa vez, com o Dr. David Beck como principal suspeito.

Ainda sem saber que se tornou alvo de investigação policial, David recebe um email misterioso com as iniciais dele e de Elizabeth, 21 barras, uma pergunta que supostamente apenas os dois saberiam a resposta, um link e um pedido: “Não conte a ninguém”.  Ao acessar o link, o médico é redirecionado a um site com imagens de uma câmera de rua. Imaginem a cena: sua esposa está morta há oito anos e de repente ela aparece (viva) na tela do seu computador e ainda manda um “Sinto muito”. Tenso.

A partir desses dois eventos, a vida de David Beck se altera profundamente. Ao mesmo tempo em que precisa entender por que, após oito anos, ele se tornou o suspeito número um da polícia, Beck tenta se convencer que não está maluco e que sua esposa realmente pode estar viva. Ele só não consegue entender com isso é possível, já que o corpo dela foi encontrado, identificado e cremado.

É adrelina pura. Eu, por exemplo, a cada página que lia, ficava mais confusa. De repente, a mulher está viva, mas alguns capítulos depois, não. Beck é claramente uma vítima, mas...será mesmo?

Se você é um (a) retardatário (a) como eu, não perca mais tempo, leia esse livro, por favor. Dica: Se você precisa acordar cedo no dia seguinte, ou tem algum compromisso importante nas próximas horas, cuidado, pois assim que você colocar seus olhinhos sobre o livro, você não vai conseguir largá-lo. Por isso, reserve um dia do final de semana para a leitura!

Ah, que saber? Comece a ler agora mesmo!

Onde achar:
Submarino (R$9,90)
Americanas (R$7,92)
Ponto Frio (R$19,90)
*Valores pesquisados em 17 de maio de 2015.

Trailer - Não Conte a Ninguém




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