quinta-feira, 30 de julho de 2015

Relato de viagem: Jericoacoara - Parte I

Após meses de planejamento e expectativa, eu e meu namorado, Paulo André, finalmente, no último dia 16,  viajamos para Jericoacoara - um paraíso situado a cerca de 300 quilômetros de Fortaleza\CE. O lugar é incrível, a viagem foi maravilhosa, e já estamos com saudades daquele clima "pés na areia" e "paz, amor e cerveja gelada". 

Quer saber os detalhes da viagem, inclusive com preços e fotos? Então, vem comigo!

Passagens\Transporte - Ida
Comprei as passagens aéreas, ida e volta, Belo Horizonte à Fortaleza, em janeiro. Salvo engano, paguei R$1.100,00 pelas duas passagens e achei um preço justo. No entanto, a economia que eu imaginava ter conseguido ao comprar as passagens com antecedência não se concretizou, já que em maio eu soube que a prova do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais seria no dia 26 de julho, data prevista para o meu retorno. Por isso, fui obrigada a mudar a data de ida e de volta da viagem, o que me custou um montante de R$1.161,00. Trágico!

O voo até Fortaleza foi tranquilo, até para o Paulo André que viajava no ar pela primeira vez. Uma vez no aeroporto da capital cearense, fomos recepcionados pelo Airton Albuquerque, mais conhecido por Picolys, que fez nosso transporte, em uma caminhonete, até Jericoacoara. O trecho de quase 300 quilômetros foi cumprido em cerca de cinco horas, pela quantia de R$260,00 o casal. A maior parte da viagem é na rodovia, exceto os últimos 20 e poucos quilômetros, que são sobre a areia, muita areia.  

*Contato Picolys 88 9947-7716 - 88513984

Hospedagem
O serviço de transfer nos deixou na Pousada do Mauricio, localizada na Rua Principal, bem pertinho da praia. A reserva na pousada também foi efetuada com muita antecedência - em janeiro, e realizada via email. O nosso quarto era um standard, com cama de casal, cama de solteiro, ar condicionado, frigobar e televisão LCD. 

Adoramos a pousada e seus serviços. O café da manhã é uma delícia, os quartos estavam sempre limpos e os petiscos, que são servidos diariamente às 18 horas e de forma gratuita, ajudaram bastante a sossegar o estômago até a hora do jantar. 

Pagamos R$140,00 a diária e foi um dos melhores custo-benefício da viagem!


Passeios
Ficamos seis dias em Jeri, tempo suficiente para conhecer os principais pontos turísticos; no entanto, se você puder prolongar sua estadia, não pense duas vezes, pois é muito pouco provável que você se canse daquele pedacinho de céu e queira voltar à realidade.

No primeiro dia, fomos à praia da Vila de Jericoacoara, onde permanecemos até o final da tarde, quando nós e um monte de turistas nos deslocamos até a Duna do Pôr do Sol, localizada à esquerda da praia.
Tanto a praia quanto a Duna são lindas. A praia é limpinha, com mar calmo e águas claras, furtos e roubos são inexistentes (pelo menos no período em que ficamos por lá). O pôr do sol também é imperdível, por isso, não fique com preguiça de subir até o topo da duna e leve óculos de sol e chapéu, pois o vento é intenso lá em cima. 








No segundo dia, fizemos o passeio até as Lagoas - Azul e Do Paraíso. Fomos com o Regis Fretes e Passeios e pagamos R$40,00 por pessoa. O transporte é realizado em caminhonetes e não é necessário efetuar reservas, basta dá uma passadinha na Rua Principal por volta das 09 horas da manhã, local de partida do passeio. 

O passeio é uma delícia! Primeiramente, conhecemos a Praia do Preá (conhecemos "de vista", pois não foi feita parada no local) e a Árvore da Preguiça, dessa vez, paramos e tivemos cerca de 15 minutos para tirar fotos no local. A próxima parada foi na Lagoa Azul. Ficamos somente meia hora no local, já que o restante do grupo queria ficar mais tempo na Lagoa do Paraíso, que é considerada mais "azul" que a outra, maior e com mais estrutura para os turistas. 

Eu não me sinto apta para comparar as duas lagoas, já que não conheci a fundo a Lagoa Azul, mas afirmo sem medo que a Lagoa do Paraíso é tudo aquilo que estamos acostumados a ver nas fotografias: é linda demais, gente! Simplesmente imperdível! Infelizmente, ficamos naquele "sonho de verão" apenas até as 14h30min, pois, o restante do grupo, preferiu ir embora mais cedo, sob a justificativa de que não queria perder o pôr do sol. Esse foi o único ponto desagradável do passeio, mas tudo bem, afinal não é um grupinho de pessoas que vai conseguir diminuir o meu encantamento, paixão, amor, etc, por aquele paraíso.







No terceiro dia, ficamos novamente na praia da Vila de Jericoacoara e assistimos,  mais uma vez, o pôr do sol na Duna. Também aproveitei o dia para comprar algumas lembrancinhas de viagem. 




O quarto dia foi pura emoção, pois andei de bugue pela primeira vez. Fechamos o passeio "Lado Oeste" na noite anterior, com a agência Jeri Ecoturismo, situada na Rua Principal. Optamos por compartilhar o bugue com outro casal, o que tornou o passeio bem mais em conta - um montante de R$125,00 por par.

O nosso guia, Diamantino, se mostrou super simpático, profissional e engraçado. Gostamos muito do trabalho dele!

O passeio começou às 09 horas, quando Diamantino nos buscou na pousada, e consistiu em diversas atrações: passeio do cavalo marinho (R$10,00 por pessoa), mangues aéreos, Velha Tatajuba, duna petrificada, duna do funil e Lagoa de Tatajuba. 

Acerca dos mencionados pontos turísticos, destaco a Duna do Funil, que é linda e enorme. É dela que algumas pessoas corajosas descem de esquibunda. Antes de chegar ao local, eu estava um pouco disposta a descer a tal duna, mas os 60 metros de altura acrescidos dos relatos de acidentes que o Diamantino nos contou foram mais que suficientes para me fazer mudar de ideia. 

A Lagoa de Tatajuba também merece destaque, pois é muito bonita, com águas morninhas e quase tão azuis quanto à Lagoa do Paraíso.



















No penúltimo dia, fomos à Pedra Furada, e o que era para ser um passeio agradável ao ar livre, tornou-se uma pequena aventura, por minha única e exclusiva culpa. Talvez não tenha sido uma AVENTURA de verdade, mas foi, no mínimo, um baita desafio, pois tive a brilhante ideia de fazer o trajeto à beira da praia, cheio de morros, pedras, morros, areia e morros. Não sei exatamente quantos quilômetros andamos, pois, pelo cansaço, eu diria que percorremos no mínimo dez; mas, segundo informações dos sites de turismo, o trecho compreende apenas três quilômetros (e gastamos uma hora para percorrê-lo). 

A boa notícia é que conseguimos chegar à Pedra Furada e tiramos um punhado de fotos. Melhor que isso foi descobrir que havia outro caminho bem menos ingrime e trabalhoso para voltar: a trilha do Serrote (com início no término da Rua Principal). Dessa vez, o percurso foi feito em trinta minutos. 











No nosso último dia inteiro em Jeri, ficamos mais uma vez na praia local, passeamos pela vila e compramos as últimas lembrancinhas de viagem.




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