domingo, 25 de outubro de 2015

Resenha: Uma curva no tempo

Um grupo de amigos se reúne pela última vez em um restaurante antes que cada um siga para a faculdade. Um acidente terrível acontece. Uma morte. E a vida deles, especialmente a de Rachel, nunca mais será a mesma.

Desde aquela noite fatídica, na qual seu melhor amigo Jimmy morreu para salvá-la do carro desgovernado, Rachel carrega consigo a culpa pela tragédia, além de um rosto desfigurado e terríveis dores de cabeça que vêm aumentando nos últimos dias. Mas agora, cinco anos mais tarde, ela não tem tempo para pensar nessas dores, já que tem um problema muito maior à frente: o casamento de sua amiga Sarah.

Claro que ela está feliz pela amiga e deseja compartilhar esse momento tão especial, entretanto, seria tudo mais fácil se ir ao casamento não significasse também retornar à cidade onde tudo aconteceu e reencontrar pela primeira vez após o acidente o seu grupo de amigos. Dessa vez, com um integrante a menos. Mas ela não poderia dizer não a Sarah, não em uma ocasião tão especial.

Antes de partir para o jantar de “despedida de solteira” de Sarah, Rachel se obriga a visitar a mãe de Jimmy e fica desnorteada com a revelação que recebe. Quando ela ouve aquelas mesmas palavras, naquela mesma noite, só que dessa vez vindas de seu ex-namorado Matt, Rachel decide que precisa enfrentar todos os medos e “perguntar” a Jimmy o quanto de verdade existe no que lhe disseram.

Mas o que acontece no cemitério, em frente ao túmulo de Jimmy, muda tudo. Rachel sente fortes dores de cabeça e desmaia, acordando em uma realidade na qual a tragédia de cinco atrás não resultou na morte de seu melhor amigo. Isso mesmo, ao acordar no hospital, Rachel tem que lidar com um mundo no qual Jimmy está vivo, ela é uma jornalista e noiva de Matt e seu pai esbanja saúde - bem diferente daquele homem que estava morrendo aos poucos de câncer.
Imagem: Americanas

O desafio de Rachel é enorme: convencer a todos de que ela não está louca ou sofre de uma forte amnésia e ainda tentar encontrar uma explicação para o que está acontecendo. É claro que seu renascido melhor amigo Jimmy será seu companheiro inseparável nessa busca.

“- Mas se nunca descobrirmos o que de fato aconteceu? Se nunca encontrarmos as respostas? O que vamos fazer?
Jimmy se manteve em silêncio por um longo tempo.
- Bem – disse por fim -, se você se lembra bem dos seus primeiros 18 anos de vida, não é?
- Lembro. Até a noite do acidente.
- Então, no panorama geral, só estamos falando de termos inexplicavelmente ...perdido...uma pequena parte do seu passado. Acho que o que você precisa de perguntar é quanto tempo e energia quer gastar olhando para trás. – A voz dele mudou, o timbre ficando mais suave e baixo: - A mim, pessoalmente, o seu passado interessa menos que o seu futuro.”

O livro só não é perfeito porque quando descobri o que realmente está acontecendo comecei a desejar intensamente que eu estivesse errada e que os sinais dados pela autora não significassem aquilo que eu havia deduzido. Vou explicar melhor. Eu não fiquei decepcionada com a descoberta, com a explicação dos fatos, digamos assim; pelo contrário, adorei a maneira como a autora construiu a narrativa, espalhando pistas sutis aos leitores, tudo conduzindo a um desfecho coerente. O que me incomodou foi justamente esse final inevitável.

Mas, por favor, não considerem essa minha crítica um motivo para não conhecerem a história de Rachel. Não façam isso, sério.

Vocês precisam sentir esse livro. Sentir a Dor. A Culpa. A Esperança. A Confusão. A Paixão. E o Amor. Porque eu senti tudo isso e chorei. E sorri muitas vezes também. Até me apaixonei. A descoberta do que estava acontecendo apenas intensificou esses sentimentos. 

Onde achar:
Saraiva (R$19,80)
Submarino (R$21,90)
Americanas (R$20,80)
*Valores pesquisados em 25.10.2015

2 comentários:

  1. OLÁ MEU NOME É SOFIAN E SOU UMA CURVA NO TEMPO.

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  2. Olá Sofian! Obrigada pela sua participação no blog! Volte sempre! Abraço!

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